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Crônica | Adorável Vida no Campo.


 Eu sempre tive uma paixão pelo campo. Adoro o canto dos pássaros, a relva, água fresquinha e a fumaça dos fogões á lenha, mas confesso que algumas coisas ainda preciso aprender. Coisas engraçadas aconteceram enquanto estive visitando a zona rural, mas eu adorei tudo.  Aconteceu no interior da Bahia, em Candeias quando eu ainda era criança. Fui á casa de família encontrar tio e primos que moravam no interior.Tudo me encantou á primeira vista, até o cheiro das fezes de vacas que impregnava o ar. Gado que aliás mugia todo tempo como se cantassem uma canção que só eles entendiam. Se durante o dia fiquei maravilhado com a movimentação dos animais e pessoas por ali, foi á noite que tudo ficou mágico. 
  A noite começou quando os primeiros grilos começaram a cricrilar e em seguida os sapos começaram a coaxar. Os sons se misturavam como uma sinfonia estranha, pelo menos para mim. Descobri que no interior o caipira era eu, besta com cada coisa nova que descobria. Meus primos se tornaram meus anfitriões e me mostravam a propriedade inteira, me dizendo nomes de plantas, se serviam para comer, se eram venenosas, os tipos de animais que haviam, enfim coisas locais. O mais interessante é que este tour era á noite e eu com os olhos apreensivos com medo das cobras e aranhas enormes que havia visto por ali.
  Para ajudar os meninos começaram a contar estórias sobre a região e eu escutando atentamente, acreditava em cada uma delas, mesmo com eles sorrindo e olhando a minha cara de assustado.  Durante a noite não consegui dormir imaginando cobras caindo do telhado em cima da cama ou aranhas passeando embaixo do meu lençol. Tudo era sinistro, parecia filme do Spielberg. As vezes me dava era vontade de correr dali. Escutei de olhos arregalados todos os barulhos noturnos tentando identificá-los. Duvido que alguém da cidade que já tenha ouvido o urro de um morcego não tenha feito xixi nas calças de medo. Eu fiz. Estive em pânico na primeira noite. 
  Finalmente o adia amanheceu, eu soube por causa do canto alto e estranho dos galos e o cacarejar das galinhas no galinheiro. O galo empinava-se todo e como se não bastasse o se canto, ele batia as asas como se fosse voar. As galinhas eram festeiras, ciscavam e faziam aquela festa enquanto cacarejavam sem parar. O contraste ficava com os pintos piando feito doidos enquanto as galinhas olhavam eles de perto. E se eu pensava que já tinha vivido de tudo, aquilo era só o começo. O melhor estava por vir. Como havia chegado a boa hora, eu e meus primos fomos nos lavar e tomar o café da manhã, que aliás mais parecia um almoço, de tanta coisa que havia. Comecei a perceber que no interior o povo almoça três vezes ao dia.
   Após o almoço, quer dizer o cafezinho da manhã, fui chamado por meus primos para dar uma volta e conhecer o brejo. Lá sabia eu que diacho era brejo, mas fui.  Não queria bancar o covarde da cidade grande, ai dei uma de Indiana Jones. Melhor que eu tivesse demonstrado toda minha covardia naquela hora do que bancar o aventureiro. Quando acompanhei os meninos descobri que eu teria que montar á cavalo. Naquele momento percebi que aquilo não ia dar certo. Em primeiro lugar eu nunca montei. Segundo que eu achei o Manga larga muito alto e terceiro que eu estava me borrando de medo de cair daquele baita cavalão. Foi um Deus no acuda me convencer a montar, mas diante da pressão dos meninos eu subi no bicho. Meio desconfiado olhei a altura de onde estava para o chão, ai minha pernas tremeram, elas teimavam em prender a barriga do animal para evitar minha queda. Meu primo cauteloso, segurou as rédeas e fez o cavalo andar lentamente e á medida que o cavalo andava eu girava, girava, girava até ficar de cabeça para baixo, quase comendo capim do pasto.
  Foi então que os meninos tiveram a ideia de que eu iria na garupa. Subi e todo desengonçado, assim que o animal começou a andar eu fui inclinando para trás quase caindo. Meu primo desceu do cavalo em que eu estava e veio me segurar. Foi assim que não cai. Tenho certeza de que ninguém jamais viu uma criatura tremer tanto quanto eu naquela hora. Passado o susto eu consegui ir na garupa e chegar no destino. Ao voltarmos para o almoço vi meu tio carregando uns animais estranhos e muito fedorentos. Disse-me ele que eram Sariguês, tipo assim: Gambás. Nossa gente! Eu pasmei quando tio disse que eram para o almoço. Aqueles bichos podres?  Pois é. Comi os bichos e eles tinham gosto de galinha. Deu até para repetir o prato. Retornei á Aracaju feliz e com saudades, pois já estava acostumando com a rotina dali.  Foram dias maravilhosos e de muito aprendizado, hoje eu faria tudo de novo, menos andar á cavalo é claro.

Texto do Escritor e Autor Tony Casanova. Todos os Direitos Reservados e garantidos pelas Leis Nacionais e Internacionais de Proteção aos Direitos de Propriedade Intelectual. Proibida a cópia, colagem, reprodução ou divulgação de qualquer natureza, do todo ou parte dele, independente dos meios ou fins. A violação destes Direitos constitui-se crime e está passiva das punições legais cabíveis. 
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  Chronicle | Lovely Country Life.

  I always had a passion for the countryside. I love birdsong, grass, fresh water, and the smoke from wood stoves, but I confess that some things I still have to learn. Funny things happened while I was visiting the countryside, but I loved everything. It happened in the interior of Bahia, in Candeias when I was still a child. I went to the family house to find uncle and cousins ​​who lived in the interior. Everything fascinated me at first sight, to the smell of cow feces that impregnated the air. Cattle who, in fact, mocked all the time as if they sang a song that only they understood. If during the day I was amazed by the movement of the animals and people there, it was at night that everything became magical.
  The night began when the first crickets started cricketing, and then the frogs began to croak. The sounds mingled like a strange symphony, at least to me. I discovered that in the interior the countryman was me, beast with every new thing that I discovered. My cousins ​​became my hosts and showed me the whole property, telling me plant names, if they were used to eating, if they were poisonous, the kinds of animals that had, finally, local things. The most interesting thing is that this tour was at night and I with anxious eyes scared of the huge snakes and spiders I had seen there.
  To help the boys began to tell stories about the region and I listening intently, I believed in each of them, even with them smiling and looking at my frightened face. During the night I could not sleep imagining snakes falling from the roof on the bed or spiders crawling under my bed sheet. Everything was sinister, it looked like the Spielberg movie. Sometimes I wanted to run away. I stared wide-eyed at all the nightly noises trying to identify them. I doubt that anyone in town who has ever heard a howling of a bat has not peed in his pants of fear. I did. I was in a panic the first night.
  Finally, the day had dawned, I knew because of the loud and strange chirping of the roosters and the clucking of the hens in the hen house. The rooster cocked all over, and as if it were not enough, he cocked his wings as if he were about to fly. The hens were partying, ciscavam and they were doing that party while cackling without stopping. The contrast was with the chicks chirping mad as the chickens looked at them closely. And if I thought I had lived through everything, that was just the beginning. The best was yet to come. As the time had come, my cousins ​​and I went to wash and eat breakfast, which was more like lunch, of all that there was. I began to realize that in the interior the people eat lunch three times a day.
   After lunch, I mean the morning coffee, I was called by my cousins ​​to take a walk and get to know the marsh. There I knew what a mess it was, but I went. I did not want to play the coward of the big city, so I gave Indiana Jones. It was better that I had shown all my cowardice at that hour than the adventurer. When I accompanied the boys I discovered that I would have to ride a horse. At that moment I realized that this was not going to work. First of all I never rode. Secondly, I found the Manga Grande very high and third that I was smudging from fear of falling from that little cavalry. It was a God who did not try to convince me to ride, but under the pressure of the boys I climbed the animal. Half suspicious I looked up from where I was to the ground, there my legs trembled, they insisted on holding the animal's belly to avoid my fall. My cautious cousin grabbed the reins and made the horse walk slowly, and as the horse rode I would spin, spin, spin until I was upside down, almost eating grass grass.
  It was then that the boys had the idea that I would go on the rump. I went up and all ungainly, as soon as the animal began to walk I was leaning back almost falling. My cousin got off the horse I was in and came to hold me. That's how it does not fall. I'm sure no one has ever seen a creature shake as much as I do at that hour. After the scare I was able to go on the rump and arrive at the destination. As we returned to lunch I saw my uncle carrying some strange and very stinking animals. He told me they were Sarigues, like this: Opossums. Our people! I wondered when Uncle said they were for lunch. Those rotten critters? Yeah. I ate the animals and they tasted like chicken. He even had to repeat the dish. I returned to Aracaju happy and homesick, for I was already getting used to the routine there. These were wonderful days and lots of learning, today I would do it all over again, except riding a horse of course.

Writer Text and Author Tony Casanova. All Rights Reserved and guaranteed by the National and International Laws for the Protection of Intellectual Property Rights. No part of it may be copied, collated, reproduced or disseminated, regardless of its means or purpose. The violation of these Rights constitutes a crime and is passive of the applicable legal punishments.
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  Crónica | Adorable Vida en el Campo.

  Siempre tuve una pasión por el campo. Me encanta el canto de los pájaros, el césped, el agua fría y el humo de los fogones a leña, pero confieso que algunas cosas todavía necesito aprender. Las cosas divertidas sucedieron mientras estuve visitando la zona rural, pero me encantó todo. Sucedió en el interior de Bahía, en Candeias cuando yo todavía era niño. Me fui a la casa de familia encontrar tío y primos que vivían en el interior. Todo me encantó a primera vista, hasta el olor de las heces de vacas que impregnaba el aire. Gado que por otra parte mugía todo el tiempo como si cantara una canción que sólo ellos entendían. Si durante el día estuve maravillado con el movimiento de los animales y personas por allí, fue por la noche que todo se hizo mágico.
  La noche comenzó cuando los primeros grillos comenzaron a cricrilar y luego los sapos empezaron a coaxar. Los sonidos se mezclaban como una sinfonía extraña, al menos para mí. Descubrí que en el interior el caipira era yo, bestia con cada cosa nueva que descubría. Mis primos se convirtieron en mis anfitriones y me mostraban la propiedad entera, diciéndome nombres de plantas, se servían para comer, si eran venenosas, los tipos de animales que habían, en fin, cosas locales. Lo más interesante es que este tour era por la noche y yo con los ojos aprehensivos con miedo de las serpientes y arañas enormes que había visto por allí.
  Para ayudar a los niños comenzaron a contar historias sobre la región y escuchando atentamente, creía en cada una de ellas, incluso con ellos sonriendo y mirando a mi cara de asustado. Durante la noche no podía dormir imaginando las serpientes cayendo del techo sobre la cama o las arañas paseando debajo de mi sábana. Todo era siniestro, parecía película del Spielberg. A veces me daba era voluntad de correr de allí. Escuché de ojos abiertos todos los ruidos nocturnos tratando de identificarlos. Dudo que alguien de la ciudad que ya haya escuchado el grito de un murciélago no haya pisado los pantalones de miedo. Yo hice. Estuve en pánico la primera noche.
  Finalmente el adia amaneció, supe por la esquina alta y extraña de los gallos y el cacarejar de las gallinas en el gallinero. El gallo se empeñaba todo y como si no bastara el canto, él golpeaba las alas como si fuera a volar. Las gallinas eran fiesteras, ciscaban y hacían aquella fiesta mientras cacarejaban sin parar. El contraste se quedaba con los pollitos chistes hechos locos mientras las gallinas los miraban de cerca. Y si yo pensaba que ya había vivido de todo, aquello era sólo el comienzo. Lo mejor estaba por venir. Como había llegado la buena hora, yo y mis primos nos fuimos a lavar y tomar el desayuno, que más parecía un almuerzo, de tanta cosa que había. Empecé a percibir que en el interior el pueblo almuerza tres veces al día.
   Después del almuerzo, es decir el cafecito de la mañana, fui llamado por mis primos para dar una vuelta y conocer el brezo. A mí sabía que diacho era brezo, pero fui. No quería pagar el cobarde de la gran ciudad, ay de una de Indiana Jones. Mejor que yo hubiera demostrado toda mi cobardía en aquella hora que coger al aventurero. Cuando acompañé a los niños descubrí que yo tendría que montar a caballo. En aquel momento percibí que aquello no iba a salir bien. En primer lugar nunca me monté. Según me pareció que el Manga ancha muy alto y tercero que me estaba borrando de miedo de caer de aquel baito cabalón. Fue un Dios en el acuda convencerme de montar, pero ante la presión de los niños subí al bicho. En el momento en que se encontraba en el suelo, ay mis piernas se estremecieron, me temblaban en prender la barriga del animal para evitar mi caída. Mi primo cauteloso, agarró las riendas e hizo que el caballo caminara lentamente ya medida que el caballo andaba girando, giraba, giraba hasta quedar de cabeza, casi comiendo hierba del pasto.
  Fue entonces que los niños tuvieron la idea de que yo iría en la grupa. Subí y todo desengonado, así que el animal comenzó a caminar me inclinó detrás casi cayendo. Mi primo bajó del caballo en que yo estaba y vino a sostenerme. Así es como no cae. Estoy seguro de que nadie jamás vio una criatura temblar tanto como yo en aquella hora. Pasado el susto conseguí ir en la grupa y llegar al destino. Al volver al almuerzo vi a mi tío cargando unos animales extraños y muy hedionetas. Me dijo que eran Sarigués, tipo así: Gambas. ¡Nuestra gente! Pasé cuando tío dijo que eran para el almuerzo. Aquellos bichos podridos? Pues sí. Comí los bichos y ellos tenían gusto de pollo. Se dio hasta repetir el plato. Me reí a Aracaju feliz y con nostalgia, pues ya estaba acostumbrando con la rutina de allí. Los días maravillosos y de mucho aprendizaje, hoy lo haría todo de nuevo, menos andar a caballo es claro.

Texto del Escritor y Autor Tony Casanova. Todos los Derechos Reservados y garantizados por las Leyes Nacionales e Internacionales de Protección a los Derechos de Propiedad Intelectual. Prohibida la copia, collage, reproducción o divulgación de cualquier naturaleza, del todo o parte de él, independientemente de los medios o fines. La violación de estos derechos se constituye en delito y está pasiva de las sanciones legales.
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Tony Casanova, brasileiro, natural de Salvador-BA, escreve desde 1976 e é fundador e administrador do Projeto Roda Cultural, instituição virtual de apoio ás Artes e Artistas em geral. Autor dos E-books "Panorama da Artes", "No Litoral das Relações" , "Relações Instáveis", "O Amor Fala Francês", "O amor segundo a Bíblia", este último inspirado em uma matéria sua publicada no blog Mesa Farta e que teve mais de 10.000 leitores. O escritor Tony Casanova escreve em vários estilos, tendo herdado suas técnicas a partir de leituras feitas a partir de grandes vultos da literatura brasileira, entre os quais estão Castro Alves, Rui Barbosa, Cora Coralina, Érico Veríssimo, Carlos Drummond de Andrade e outros. Gosta do estilo lírico e tem forte inclinação a esta técnica. O autor tem várias publicações em suas páginas da internet. Entre os gêneros literários que escreve estão a Crônica, Poesia, Poema, Ficção e Romance.