Saudade como ela é.

Nada mais há para quem ama/ Senão a saudade que se ofereça/ A ausência que se reclama/ E a dor que lhe estremeça. Quando a presença é forte/ Mais forte torna a saudade/ Até se parece a morte/ Que aos poucos lhe invade. A saudade é doença sem cura/ Dor que por sí se alimenta/ Saudade é a viva loucura/ De quem ama e não se aguenta. Não há nada que se faça/ Quando a saudade chega/ A vista se embaraça/ E a cabeça fica leiga. A saudade é a porca do peito/ Que aperta e faz doer/ Uma dor que não tem jeito/ O jeito mesmo é sofrer. Tony Casanova