Conversando | Eu e Meu Vizinho | Será o Fim?

  Esta semana ocorreu mais uma vez um evento sempre muito prazeroso para mim e acredito que também seja para ele, meu vizinho.  Sempre que nos vemos nos cumprimentamos embora nem sempre paremos para conversar por ele ter uma família grande a quem deve dar atenção, mas quando nos sobra um tempinho, lá vamos nós para aquela conversa agradável e produtiva. Eu, embora não pareça, não sou de relacionamento fácil com desconhecidos e quando isso ocorre fico sempre observando os rumos da condução da prosa. Com ele foi diferente, senti segurança desde a nossa primeira conversa a dez anos atrás e
confesso que me sinto bem dividindo momentos naquele tempinho que nos reservamos. Uma família de paz, calma, pacata e festiva. Boas pessoas.
  Falávamos esta semana sobre as questões da violência, da insegurança urbana. Nós que somos de gerações anteriores á esta, ficamos nos indagando em que o mundo havia se transformado. Em certo momento ele olha para mim e pergunta: - Vizinho, será o fim mesmo? O Armagedom, o Apocalipse?  Eu lhe respondi: É vizinho, infelizmente não é o fim ainda, mas apenas o começo. Plantamos e está chegando a hora da colheita, mas apenas chegando. Ainda não começamos a colher porque continuamos a plantar. Quando vir o dia da colheita, ai sim, saberemos que é realmente o fim. Disse isso e a nossa conversa prosseguiu enquanto falávamos do modelo disciplinar das famílias modernas, das pressões para que hajam mudanças nos padrões já existentes, na interferência do Estado nas famílias, as mídias enxertando suas opiniões formadas para a massa, enfim.
  Foi muito bom percebermos que estávamos reconhecendo o que estava acontecendo com o mundo, mais ainda que percebemos como e quando começaram a sugestionar mudanças nos hábitos e nos costumes populares. Saber destes detalhes indicava que estávamos ligados, atentos aos detalhes e que não somos os únicos nesta condição. A corrupção familiar começou de externa, veio de fora para dentro e hoje ela ganhou força e já contamina a sociedade de dentro para fora. Ninguém atentou que pequenos hábitos ou costumes corrompidos resultariam em um enorme estrago coletivo e as mídias perniciosas invadiram os lares com seus ensinamentos, conselhos e sugestões de modelos disciplinares que pareciam perfeitos, mas abriam portas para tudo que hoje acontece.  
  Culpa das mídias? Não! Absolutamente não! A culpa é do nosso despreparo, da falta de imposição, de resistência aos novos padrões. Convenientemente a sociedade começou a aderir aos princípios sugeridos de disciplina e passou a sugestionar como normais fatos que antes eram considerados absurdos. Foi um trabalho de gotejamento cuja lentidão tornava a ação imperceptível, mas os resultados foram alarmantes. Se gotas de água pingam de forma constante sobre uma pedra, acabam por perfurá-la, mas se tentarmos observar esta ação não iremos perceber até que o buraco esteja feito. Foi assim que a célula familiar foi corrompida, dia-a-dia, gota-a-gota, incessantemente e de forma imperceptível. Abriu-se um buraco na família e o estrago está feito.
  Infelizmente há pouco que ser feito a não ser preservar o que restou e termos cuidado para também não nos corrompermos. Novas gerações virão e elas serão disciplinadas pelos que aqui estão, serão seus hábitos, seus costumes e suas consequências. Nós somos resultados dos costumes dos nossos avós que foram transmitidos aos nossos pais, mas e agora, que iremos deixar como herança para os nossos netos? Conselhos que eles não querem ouvir e se ouvem não respeitam? Obviamente não em todos os lares, mas há grupos familiares onde nenhum membro consegue ter respeito ao outro. Sobem os números de homicídios praticados em família, os exemplos de desrespeito e descaso com a autoridade dos pais, enfim. Foi sobre isto que eu e meu vizinho falamos esta semana e como sempre, foi uma conversa excelentemente produtiva.
  Neste Natal e não somente nele, mas durante todo o ano, reserve um espaço periódico de tempo para reunir-se e conversar com seus vizinhos, interaja com eles não somente online, mas presencialmente. Socialize-se realmente com aqueles que estão próximos e desfrute de boas conversas, você verá que o resultado disso é impressionante. Aproveito este espaço para te desejar um Natal de paz com muito amor, paz, saúde e harmonia. Feliz Natal.


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 Chatting | Me and My Neighbor | Is it the End?

  This week has again been a very pleasurable event for me and I believe it is also for him, my neighbor. Whenever we see each other, we greet each other, though we do not always stop to talk because he has a large family to attend to, but when we have a little time left, we go to that pleasant and productive conversation. I, although it does not seem, I am not of easy relationship with strangers and when this happens I always observe the directions of the prose conduction. With him it was different, I felt safe from our first conversation ten years ago and I confess that I feel good sharing moments in that time that we reserve. A family of peace, calm, calm and festive. Good people.

  We talked this week about the issues of violence, urban insecurity. We who are of generations before this, we are inquiring in which the world had been transformed. At one point he looks at me and asks, "Neighbor, is it really going to end?" Armageddon, the Apocalypse? I replied: It is a neighbor, unfortunately it is not the end yet, but only the beginning. We plant and the harvest time is coming, but just coming. We have not started harvesting because we continue to plant. When you see the day of the harvest, yes, we will know that it is really the end. He said this and our conversation continued as we talked about the disciplinary model of modern families, the pressures for changes in existing patterns, the interference of the State in families, the media grafting their opinions formed for the mass, in short.

  It was very nice to realize that we were recognizing what was happening to the world, even more so as we realized how and when they began to suggest changes in popular habits and customs. Knowing these details indicated that we were connected, attentive to the details and that we are not the only ones in this condition. Family corruption began from outside, has come from the outside in and today it has gained strength and already contaminates society from the inside out. No one realized that corrupted little habits or customs would result in massive collective havoc and pernicious media invaded the homes with their teachings, advice, and suggestions for disciplinary models that seemed perfect, but opened doors for everything that happens today.

  Media Blame? No! Absolutely not! The fault is our unpreparedness, lack of imposition, resistance to new standards. Conveniently society began to adhere to the suggested principles of discipline and began to suggest as normal facts that were once considered absurd. It was a drip job whose slowness made the action imperceptible, but the results were alarming. If drops of water drip constantly onto a stone, they will eventually pierce it, but if we try to observe this action we will not notice until the hole is made. This is how the family cell was corrupted, day-to-day, drop by drop, incessantly and imperceptibly. A hole has opened in the family and the damage is done.

  Unfortunately there is little to be done except to preserve what remains and to be careful not to corrupt ourselves either. New generations will come and they will be disciplined by those who are here, their habits, their customs and their consequences. We are the results of the customs of our grandparents that were passed on to our parents, but now, what will we leave as an inheritance for our grandchildren? Advice they do not want to hear and they do not respect? Obviously not in every home, but there are family groups where no member can have respect for the other. There are numbers of homicides practiced in the family, examples of disrespect and disregard for parental authority, in short. This is what my neighbor and I talked about this week and, as always, it was an excellently productive conversation.

  This Christmas and not only in it, but throughout the year, reserve a period space of time to meet and talk with your neighbors, interact with them not only online, but in person. Really socialize with those who are close and enjoy good conversations, you will see that the result of this is impressive. I take this space to wish you a Christmas of peace with much love, peace, health and harmony. Merry Christmas.



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 Conversando | Yo y mi vecino | ¿Será el Fin?

  Esta semana ocurrió una vez más un evento siempre muy placentero para mí y creo que también es para él, mi vecino. Siempre que nos vemos nos saludamos aunque no siempre paramos para conversar por él tener una familia grande a quien debe prestar atención, pero cuando nos queda un rato, allá vamos para esa conversación agradable y productiva. Yo, aunque no parezca, no soy de relación fácil con desconocidos y cuando eso ocurre siempre estoy observando los rumbos de la conducción de la prosa. Con él fue diferente, sentí seguridad desde nuestra primera conversación hace diez años y confieso que me siento bien dividiendo momentos en aquel tiempo que nos reservamos. Una familia de paz, calma, pacífica y festiva. Buenas personas.

  Hablábamos esta semana sobre las cuestiones de la violencia, la inseguridad urbana. Nosotros que somos de generaciones anteriores a ésta, nos quedamos indagando en que el mundo se había transformado. En cierto momento él me mira y pregunta: - ¿Vecito, será el fin mismo? El Armagedón, el Apocalipsis? Yo le respondí: Es vecino, desafortunadamente no es el fin todavía, pero apenas el comienzo. Plantamos y está llegando la hora de la cosecha, pero apenas llegando. Todavía no empezamos a cosechar porque seguimos plantando. Cuando venga el día de la cosecha, sí, sabremos que es realmente el fin. En el caso de las familias modernas, de las presiones para que haya cambios en los patrones ya existentes, en la interferencia del Estado en las familias, los medios injerten sus opiniones formadas para la masa, en fin.

  Fue muy bueno darnos cuenta de que estábamos reconociendo lo que estaba pasando con el mundo, más aún que percibimos cómo y cuándo comenzaron a sugestionar cambios en los hábitos y las costumbres populares. Saber de estos detalles indicaba que estábamos ligados, atentos a los detalles y que no somos los únicos en esta condición. La corrupción familiar comenzó de exterior, vino de fuera hacia adentro y hoy ella ganó fuerza y ​​ya contamina la sociedad de dentro hacia fuera. Nadie atentó que pequeños hábitos o costumbres corrompidas resultaran en un enorme estrago colectivo y los medios perniciosos invadieron los hogares con sus enseñanzas, consejos y sugerencias de modelos disciplinarios que parecían perfectos, pero abrían puertas para todo lo que hoy sucede.

  ¿Culpa de los medios? ¡No! ¡Absolutamente no! La culpa es de nuestra despreparación, de la falta de imposición, de resistencia a los nuevos patrones. Convenientemente la sociedad comenzó a adherirse a los principios sugeridos de disciplina y pasó a sugestionar como normales hechos que antes eran considerados absurdos. Fue un trabajo de goteo cuya lentitud hacía la acción imperceptible, pero los resultados fueron alarmantes. Si gotas de agua gotean de forma constante sobre una piedra, acaban por perforarla, pero si intentamos observar esta acción no vamos a percibir hasta que el agujero esté hecho. Fue así que la célula familiar fue corrompida, día a día, gota a gota, incesantemente y de forma imperceptible. Se abrió un agujero en la familia y el estrago está hecho.

  Desafortunadamente, hace poco que se haría a no ser preservar lo que restó y tener cuidado para que no nos corromper. Nuevas generaciones vendrán y ellas serán disciplinadas por los que aquí están, serán sus hábitos, sus costumbres y sus consecuencias. Nosotros somos resultados de las costumbres de nuestros abuelos que fueron transmitidos a nuestros padres, pero y ahora, ¿qué vamos a dejar como herencia a nuestros nietos? Consejos que no quieren oír y oír no respetan? Obviamente no en todos los hogares, pero hay grupos familiares donde ningún miembro logra tener respeto al otro. Los números de homicidios practicados en familia, los ejemplos de falta de respeto y descuido con la autoridad de los padres, en fin. Fue sobre esto que yo y mi vecino hablamos esta semana y como siempre, fue una conversación excelentemente productiva.

  En esta Navidad y no sólo en él, pero durante todo el año, reserve un espacio periódico de tiempo para reunirse y conversar con sus vecinos, interactuar con ellos no sólo en línea, sino presencialmente. Socialice realmente con aquellos que están cerca y disfrute de buenas conversaciones, usted verá que el resultado de ello es impresionante. Aprovecho este espacio para desearte una Navidad de paz con mucho amor, paz, salud y armonía. Feliz navidad.



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Quem sou eu

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Tony Casanova, brasileiro, natural de Salvador-BA, escreve desde 1976 e é fundador e administrador do Projeto Roda Cultural, instituição virtual de apoio ás Artes e Artistas em geral. Autor dos E-books "Panorama da Artes", "No Litoral das Relações" , "Relações Instáveis", "O Amor Fala Francês", "O amor segundo a Bíblia", este último inspirado em uma matéria sua publicada no blog Mesa Farta e que teve mais de 10.000 leitores. O escritor Tony Casanova escreve em vários estilos, tendo herdado suas técnicas a partir de leituras feitas a partir de grandes vultos da literatura brasileira, entre os quais estão Castro Alves, Rui Barbosa, Cora Coralina, Érico Veríssimo, Carlos Drummond de Andrade e outros. Gosta do estilo lírico e tem forte inclinação a esta técnica. O autor tem várias publicações em suas páginas da internet. Entre os gêneros literários que escreve estão a Crônica, Poesia, Poema, Ficção e Romance.

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