Morrendo de amor.

Quem de fato grita é meu peito, que entalado soluça a dor da permanente saudade, quase beirando a loucura, enquanto a tristeza o invade. Nos meus sonhos, quantos sorrisos teus eu encontrei, de tanto sorriso que vi, até chorei, encantado com tanta doçura. Parecia uma menina correndo na praia, pés descalços, o vento esvoaçando a branca saia, voce abrindo os braços, como se quisesse abraçar o céu. Eu corria logo atrás, olhava a menina correndo enquanto sorria contente, nem parecia a gente, mas um casal de garotos, destes adolescentes com aqueles sorrisos marotos. Quanto mais da água se aproximava, mais o vento te embalava, aquele cabelo lindo, a natureza sorrindo, voce ali, era tudo que faltava naquela paisagem. Uma princesinha de branco, carregando nas mãos os tamancos, dando chutinhos na água, que beleza de menina, aquilo me apaixonava. No meu sonho, havia uma flor no teu cabelo, uma flor bem delicada, de cor vermelha acentuada, voce parecia uma deusa, outras vezes uma fada, estava tão linda, tão linda, que eu nem acreditava. Corria e parecia que a natureza sabia, que aquele lugar tão maravilhoso, era o paraiso pomposo onde voce habitava. Que sonho, que mulher, que menina, queria não acordar, viver ali contigo, desfrutar daquele abrigo, fazer dele um paraíso, o nosso cantinho de amor, onde a vida seria linda, cheia de luz e carinho, ali no nosso cantinho que o Senhor nos reservou. Hoje a saudade me consome, te procuro e não te vejo, só me resta este desejo de poder te abraçar, dormir e não acordar, apenas morrer de amor.