Quantas Vezes? | Prosa | Tony Casanova

  Meu Deus! Quantas vezes eu, na minha eterna pressa de chegar a algum lugar, disparei e cheguei a lugar nenhum? Quantas vezes quis demonstrar uma força que em mim não existia e por fim, falso sorria, chorando calado as mazelas que possuía. Deus eu tanto mostrei conhecimento, me projetei e mostrei grandeza nas coisas enormes e fraquejei nas pequenas. Tanto nelas torpecei que meus dedos já não tinham mais onde ferir de tantas topadas que dei. Foram tantos caminhos errados, fingindo que estavam certos, tentando me convencer e convencer ao mundo que me observava.  Ao final ficou claro que forçar um sonho é o mesmo que ter vários pesadelos e que quando se acorda o pesadelo continua.
  Como me enganei achando que a vida estivesse me enganando, mas era eu que tentava enganá-la. Não se pode enganar a vida, só vivê-la e aprender com ela ou não aprender nada e continuar apanhando dela. Como me agigantei achando que sabia muito e na verdade não sabia nada! Nada de coisa nenhuma! Em alguns momentos até me achei especial, melhor, superior, mas qual nada! No que tenho de aprender e muito, eu não aprendi nada! Imaginei que só meu conhecimento bastasse, que as parcas coisas que fiz e faço fossem suficientes e descobri que não são. Nunca foram, nunca serão. 
   Pensei nos títulos, nos cargos e nas funções.  Não  são importantes. Nada disso importa. Nada disso me faz melhor, maior ou mais importante que ninguém. Percebi que há mais para aprender do que para ensinar e quanto mais se ensina, mais se aprende e mais se tem a aprender.  Não importa onde se chegou, a estrada é longa e muito se tem a caminhar. Quantas vezes parei no meio do caminho achando que ele tinha chegado ao fim e descobri que fora a minha coragem que acabara e não a caminhada. Quantas vezes segui por atalhos tentando encurtar a jornada e rimei para lugar nenhum?
  Achei que fosse exemplo de alguma coisa senão de erros, até pensei que pudesse estar em melhor posição, mas a vida me mostrou que a posição é a mesma, independente de quanto se pense que está em destaque, não há nada que nos destaque além dos demais, a não ser a humildade de admitir que também erra, também precisa de perdão, de ajuda, de apoio para prosseguir.  Ninguém é melhor que o outro e foi a vida que me mostrou isso nas tantas vezes que tentei ser assim. Descobri na dureza dos fatos que meus atos devem coincidir com minhas palavras.

Texto do Escritor e Autor Tony Casanova. Todos os Direitos Reservados e garantidos pelas Leis Nacionais e Internacionais de Proteção aos Direitos de Propriedade Intelectual. Proibida a cópia, colagem, reprodução ou divulgação de qualquer natureza, do todo ou parte dele, independente dos meios ou fins. A violação destes Direitos constitui-se crime e está passiva das punições legais cabíveis. 
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      How many times? | Prose | Tony Casanova.

   My God! How many times have I, in my eternal rush to get somewhere, shot and got nowhere? How many times I wanted to show a force that did not exist in me, and finally, I smiled, crying out the mischief I had. God has shown me knowledge, I have projected myself and I have shown greatness in great things and I have weakened in small ones. I feared so much that my fingers had nowhere else to hurt from so many bumps I gave. There were so many wrong ways, pretending they were right, trying to convince me and convince the world that I was watching. At the end it was clear that forcing a dream is like having several nightmares and that when you wake up the nightmare continues.
  How I deceived myself that life was deceiving me, but it was I who tried to deceive her. You can not cheat life, just live it and learn from it or learn nothing and keep picking it up. How I gulped myself thinking I knew a lot and did not really know anything! Nothing at all! In some moments I even found myself special, better, superior, but nothing at all! In what I have to learn a lot, I did not learn anything! I imagined that only my knowledge would suffice, that the few things I did and did would suffice and discovered that they are not. Never were, never will be.
   I thought about the titles, the positions and the functions. They are not important. None of this matters. None of this makes me better, bigger or more important than anyone else. I realized that there is more to learn than to teach, and the more you teach, the more you learn and the more you have to learn. No matter where we arrived, the road is long and a lot if you have to walk. How many times I stopped in the middle of the road thinking he had come to the end and found out that it was my courage that had ended and not the walk. How many times have I followed shortcuts trying to shorten the journey and laughed nowhere?
  I thought I was an example of something other than mistakes, I even thought I could be in a better position, but life has shown me that the position is the same, no matter how much you think it is highlighted, there is nothing that stands out beyond Too much, except the humility of admitting that you are wrong, you also need forgiveness, help, support to continue. No one is better than the other and it was the life that showed me this in the many times I tried to be like this. I have discovered in the hardness of the facts that my actions must coincide with my words.

Writer Text and Author Tony Casanova. All Rights Reserved and guaranteed by the National and International Laws for the Protection of Intellectual Property Rights. No part of it may be copied, collated, reproduced or disseminated, regardless of its means or purpose. The violation of these Rights constitutes a crime and is passive of the applicable legal punishments.
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    ¿Cuantas veces? | Prosa | Tony Casanova.

   ¡Dios mio! ¿Cuántas veces yo, en mi eterna prisa de llegar a algún lugar, disparé y llegué a ninguna parte? ¿Cuántas veces quise demostrar una fuerza que en mí no existía y por fin, falso sonreía, llorando callado las molestias que poseía. Dios me mostró conocimiento, me proyecté y mostré grandeza en las cosas enormes y me debilitaba en las pequeñas. Tanto en ellas torcé que mis dedos ya no tenían más que herir de tantas topadas que di. Los caminos equivocados, fingiendo que estaban seguros, tratando de convencerme y convencer al mundo que me observaba. Al final quedó claro que forzar un sueño es lo mismo que tener varias pesadillas y que cuando se despierta la pesadilla continúa.
  Como me engañaba creyendo que la vida me estaba engañando, pero era yo quien intentaba engañarla. No se puede engañar la vida, sólo vivirla y aprender de ella o no aprender nada y seguir cogiendo de ella. ¡Cómo me agigé a pensar que sabía mucho y en realidad no sabía nada! ¡Nada de nada! En algunos momentos hasta me pareció especial, mejor, superior, pero cual nada! En lo que tengo que aprender y mucho, no he aprendido nada. Imaginé que sólo mi conocimiento bastara, que las parcas cosas que hice y hago fueran suficientes y descubrí que no lo son. Nunca fueron, nunca serán.
   Pensé en los títulos, en los cargos y en las funciones. No son importantes. Nada de eso importa. Nada de eso me hace mejor, mayor o más importante que nadie. Me di cuenta de que hay más para aprender que para enseñar y cuanto más se enseña, más se aprende y más se tiene que aprender. No importa dónde se llegó, la carretera es larga y mucho se tiene que caminar. ¿Cuántas veces paré en medio del camino creyendo que él había llegado al fin y descubrí que fuera mi coraje que acababa y no la caminata. ¿Cuántas veces seguí por atajos tratando de acortar la jornada y me rié a ningún lugar?
  Me parece que fuera ejemplo de algo más que de errores, hasta pensé que pudiera estar en mejor posición, pero la vida me mostró que la posición es la misma, independientemente de cuánto se piensa que está en destaque, no hay nada que nos destaque más allá de los A no ser la humildad de admitir que también se equivoca, también necesita de perdón, de ayuda, de apoyo para proseguir. Nadie es mejor que el otro y fue la vida que me mostró eso en tantas veces que intenté ser así. Descubrí en la dureza de los hechos que mis actos deben coincidir con mis palabras.

Texto del Escritor y Autor Tony Casanova. Todos los Derechos Reservados y garantizados por las Leyes Nacionales e Internacionales de Protección a los Derechos de Propiedad Intelectual. Prohibida la copia, collage, reproducción o divulgación de cualquier naturaleza, del todo o parte de él, independientemente de los medios o fines. La violación de estos derechos se constituye en delito y está pasiva de las sanciones legales.
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