Crônica | Uma Carta para Minha Mãe.

  Dizem que um escritor revive na mente todos os momentos que escreve. Asseguro que nem todos são momentos reais, grande parte é produto fictício da mente, mas há também muito de realidade naquilo que escrevemos. Hoje, tomado de profundo saudosismo, me pus a escrever esta crônica e a apresento a vocês como parte de mim, do meu interior.  Por anos relutei a fazer, em parte por respeito á memória da minha, mas ciente de que o texto me me abraça com saudades e me ampara na angústia, resolvi trazê-lo á público. Minha mãe, a quem eu carinhosamente me referia e ainda me refiro como dona Mira, mesmo tendo partido para os braços do pai, permanece viva em minha lembranças através da recordação dos bons momentos que vivemos juntos enquanto a vida nos permitiu, por isso fiz esta breve cartinha para ela. Continue lendo....


  Minha querida mãe,

  Sei que a muito não estamos juntos, mas entendo que a vida muitas vezes se encerra para salvar o sofrimento do corpo e preservar a alma. Tua partida já era anunciada, mas nunca foi esperada. Nossos dias juntos foram regados com o seu amor materno, que mesmo entre as dores sentidas, a senhora fazia questão de demonstrar. Mãe na hora do parto e mão na hora da partida, mas acima de tudo mãe durante toda vida.  Não tivemos uma vida de luxo, mas era um luxo ver como a senhora tornava rica a minha vida pobre. Uma riqueza de amor, de carinho e dedicação. Amor que a capacitava, muitas vezes a fingir não ter fome para que eu comesse o o único alimento que tínhamos.

  Dona Mira, sei que há muitas mães iguais a mãe que a senhora foi para mim. Mulheres capazes de esquecer o sono para velar o descanso dos seus filhos. Lembrar hoje dos dias e noites que vivemos e para mim foram curtos ao teu lado, me dói um pouco pela saudade e a falta que a senhora me faz. Teus ensinamentos me fizeram chegar até aqui como homem honrado, graças ao caráter que a senhora me ajudou a construir.  Errei mãe, muitas vezes, mas pequei pela inexperiência e as consequências destes erros me empurram a recorrer a tudo que me fora ensinado antes para sobreviver ás tristezas e dissabores que vivo.  Lembro-me de quando me dizia que não seria fácil e não está sendo mesmo, mas teria sido pior se a senhora não existisse na minha vida.  Triste, lembro-me de quando partiu segurando minhas mãos, face serena, semblante limpo, mas as forças extintas. Naquele dia a senhora partiu e Deus continuou comigo.

  O mesmo Deus que nunca nos abandonou e que tanto nos auxiliou na dura missão de sobrevivermos, o mesmo que a levou para seus braços, não me entregou á solidão. Ficou comigo e permanece até hoje. Me corrigindo nos erros e me apontando caminhos que lentamente vou seguindo. Em breve, eu creio, estaremos juntos, mais uma vez, correndo e brincando a brincadeira de ser mãe e filho, como antes fazíamos.  A lacuna deixada é impossível de ser medida, ficou um enorme buraco, mas todo o papel que a senhora desempenho em vida na minha vida estão sendo honrados. Ainda pobre, mas rico, minhas dificuldades não me permitem esquecê-la, muitos menos do fato de que a senhora se foi, mas pediu a Deus que continuasse comigo.

  Obrigado mamãe, de onde a senhora estiver, recebea a gratidão e o carinho deste filho que permanece te amando e que Deus cuide de nós até nos encontrarmos novamente.

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Chronicle | A Letter to My Mother.

  It is said that a writer relives in his mind every moment he writes. I assure you that not all are real moments, much of it is a fictitious product of the mind, but there is also a lot of reality in what we write. Today, taken with deep nostalgia, I began to write this chronicle and present it to you as part of me, from within. For years I have been reluctant to do it, partly out of respect for my memory, but aware that the text embraces me with longing and protects me in anguish, I decided to bring it to the public. My mother, whom I affectionately referred to and still refer to as Dona Mira, even though she left for the arms of her father, remains alive in my memories by remembering the good times we lived together while life allowed us, so I made this A brief note to her. Keep reading....

  My dear mother,

  I know that we are not together much, but I understand that life often ends to save the suffering of the body and preserve the soul. Your departure was announced, but it was never expected. Our days together were showered with your maternal love, that even among the pains felt, the lady was keen to demonstrate. Mother at birth and hand at the time of departure, but above all mother for all life. We did not have a life of luxury, but it was a luxury to see how you made my poor life rich. A wealth of love, caring and dedication. Love that enabled her, often pretending not to be hungry for me to eat her the only food we had.

  Dona Mira, I know there are many mothers the same as the mother you were to me. Women able to forget sleep to watch the rest of their children. Remember today the days and nights that we live and for me were short at your side, it hurts me a little for the longing and the lack that you make me. Your teachings made me come here as an honorable man, thanks to the character you helped me to build. I have been a mother many times, but I have sinned because of the inexperience and the consequences of these mistakes push me to resort to everything that I had been taught before to survive the sorrows and sorrows I live. I remember when you told me that it would not be easy and you are not really, but it would have been worse if you did not exist in my life. Sadly, I remember when he left holding my hands, face serene, clean countenance, but the forces extinct. That day you left and God continued with me.

  The same God who never abandoned us and who helped us so much in the hard mission to survive, the same that took her into his arms, did not give me the solitude. He stayed with me and remains until today. Correcting myself in the mistakes and pointing me ways that slowly I follow. Soon, I believe, we will be together again, running and playing the game of being a mother and child, as we used to. The gap left is impossible to measure, it was a huge hole, but all the role you have played in life in my life is being honored. Still poor but rich, my difficulties do not allow me to forget her, many less of the fact that you left, but asked God to continue with me.

  Thank you, Mother, wherever you are, you will receive the gratitude and affection of this son who continues to love you and may God care for us until we meet again.

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 Crónica | Una carta para mi madre.

  Dicen que un escritor revive en la mente todos los momentos que escribe. Aseguro que no todos son momentos reales, gran parte es producto ficticio de la mente, pero hay también mucho de realidad en lo que escribimos. Hoy, tomado de profundo santuario, me puse a escribir esta crónica y la presento a ustedes como parte de mí, de mi interior. Por años he rehusado a hacer, en parte por respeto a la memoria de la mía, pero consciente de que el texto me abraza con nostalgia y me ampara en la angustia, decidí traerlo al público. Mi madre, a quien yo me refería y todavía me refiero como doña Mira, aun teniendo partido a los brazos del padre, permanece viva en mi recuerdo a través del recuerdo de los buenos momentos que vivimos juntos mientras la vida nos permitió, por eso hice esta. una breve carta para ella. Seguir leyendo ....

  Mi querida madre,

  Sé que a mucho no estamos juntos, pero entiendo que la vida muchas veces se encierra para salvar el sufrimiento del cuerpo y preservar el alma. Su partida ya era anunciada, pero nunca fue esperada. Nuestros días juntos fueron regados con su amor materno, que incluso entre los dolores sentidos, la señora se preguntaba. Madre en la hora del parto y mano a la hora de la partida, pero sobre todo madre durante toda la vida. No tuvimos una vida de lujo, pero era un lujo ver cómo la señora hacía rica mi vida pobre. Una riqueza de amor, de cariño y dedicación. Amor que la capacitaba, muchas veces fingiendo no tener hambre para que yo comiera el único alimento que teníamos.

  Dona Mira, sé que hay muchas madres iguales a la madre que la señora fue para mí. Mujeres capaces de olvidar el sueño para velar el descanso de sus hijos. Recordar hoy los días y las noches que vivimos y para mí fueron cortos a tu lado, me duele un poco por la nostalgia y la falta que me hace. Tus enseñanzas me hicieron llegar hasta aquí como hombre honrado, gracias al carácter que la señora me ayudó a construir. Errí a la madre, muchas veces, pero he pecado por la inexperiencia y las consecuencias de estos errores me empujan a recurrir a todo lo que me había enseñado antes para sobrevivir a las tristezas y los sinsabores que vivo. Recuerdo cuando me decía que no sería fácil y no está siendo, pero habría sido peor si la señora no existiera en mi vida. Triste, recuerdo de cuando partió sosteniendo mis manos, cara serena, semblante limpio, pero las fuerzas extinguidas. En aquel día la señora partió y Dios continuó conmigo.

  El mismo Dios que nunca nos abandonó y que tanto nos ayudó en la dura misión de sobrevivir, lo mismo que la llevó a sus brazos, no me entregó a la soledad. Se quedó conmigo y permanece hasta hoy. Me corrigió en los errores y me apuntando caminos que lentamente voy siguiendo. En breve, creo, estaremos juntos, una vez más, corriendo y jugando la broma de ser madre e hijo, como antes hacíamos. La brecha dejada es imposible de medir, se ha quedado un enorme agujero, pero todo el papel que desempeña en mi vida en mi vida está siendo honrado. Todavía pobre, pero rico, mis dificultades no me permiten olvidarla, muchos menos del hecho de que la señora se fue, pero pidió a Dios que continuase conmigo.

  Gracias mamá, de donde la señora esté, recibirá la gratitud y el cariño de este hijo que permanece amándote y que Dios cuide de nosotros hasta que nos encontremos de nuevo.

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Quem sou eu

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Tony Casanova, brasileiro, natural de Salvador-BA, escreve desde 1976 e é fundador e administrador do Projeto Roda Cultural, instituição virtual de apoio ás Artes e Artistas em geral. Autor dos E-books "Panorama da Artes", "No Litoral das Relações" , "Relações Instáveis", "O Amor Fala Francês", "O amor segundo a Bíblia", este último inspirado em uma matéria sua publicada no blog Mesa Farta e que teve mais de 10.000 leitores. O escritor Tony Casanova escreve em vários estilos, tendo herdado suas técnicas a partir de leituras feitas a partir de grandes vultos da literatura brasileira, entre os quais estão Castro Alves, Rui Barbosa, Cora Coralina, Érico Veríssimo, Carlos Drummond de Andrade e outros. Gosta do estilo lírico e tem forte inclinação a esta técnica. O autor tem várias publicações em suas páginas da internet. Entre os gêneros literários que escreve estão a Crônica, Poesia, Poema, Ficção e Romance.

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